Proveniente da cidade de Amparo, no interior de São Paulo, a Flor da Montanha tem muita história pra contar com relação à cachaça e aguardente. Vamos conhecer um pouco mais sobre essa história?

Família Benedetti

O italiano Antônio Benedetti veio para Brasil no final do século XIX para o cultivo de café. Em 1929, quando um dos seus clientes lhe deu um engenho como forma de pagamento de uma dívida, a família começou a cultivar a cana de açúcar e dar origem à produção de açúcar e claro, da cachaça para consumo próprio. O que sobrava da cachaça era vendido para os vizinhos. A fama da boa cachaça se espalhou e a produção foi aumentando. Assim, até os dias de hoje, a família produz cachaça artesanalmente, mantendo a tradição há mais de 80 anos.

Atualmente, dos 101 hectares da Fazenda Benedetti, 25% são utilizados para plantação da cana. Na terra cultiva-se ainda o milho, o café, o feijão. 

Hoje, a quarta geração da família mantém a tradição e continua a produzir a famosa cachaça do interior paulista.

Flor da Montanha

O nome Flor da Montanha é uma homenagem ao antigo nome da cidade de Amparo. Atualmente existem dois gêneros da aguardente: composta adoçada e de cana.

A aguardente de cana possui suavidade especial, aroma marcante, transparência e pureza, características conquistadas graças ao seu armazenamento em tonéis de amendoim e de jequitibá e que a torna ótima para consumo puro ou em coquetéis. Já a aguardente composta adoçada, versão que apresenta sabor refinado, possui aroma peculiar e coloração levemente amarelada provocada pelo seu armazenamento em tonéis de carvalho, sendo indicada assim para consumo puro.

O primeiro registro da  Flor da Montanha é de 1959. Atualmente são produzidos 70 mil litros da bebida por ano que tem como principal mercado a própria região do Circuito das Águas Paulista. 

Uma curiosidade: a aguardente Flor da Montanha conquistou em 2014 o selo Gold Medal, no Concours Mondial Spirit Selecion, que há 14 anos premia bebidas espirituosas de todo o mundo.